Flamingos em Alcochete

E os flamingos voltaram ao Tejo.
O passeio para as bandas de Alcochete trouxe-me o Bilene à cabeça: estavam ali, em duas nuvens cor-de-rosa e fechando os olhos até se conseguia ouvir o barulho do barquinho a motor, as palavras sábias do pescador "não pensa, patrão, pensar cansa e não resolve", um dia de bom "refrescamento" e abacate com limão e canela depois dos mergulhos no Índico.
Saudade também pode escrever-se assim, a cor-de-rosa, suponho.
E quando eles fizerem (finalmente) o aeroporto, levarão os meus flamingos para onde?
Farão o Bilene ficar ainda mais longe...
Etiquetas: saudades
10 Comments:
E o paraíso aqui tão perto, não é, Azulinha? O Tejo é um berço imenso e vai dar sempre colo às espécies. Eu acredito! Mil beijinhos para os Azulinhos todos
Lindo o post e lindos os flamingos...
Obrigada pela visita...
Até já
Beijos e abraços
Marta
Azulinha, pelo que vejo o passado também anda a fazer das suas por aqui. Quanto ao aeroporto, só acredito vendo, e os flamingos hão de encontrar um lugar para toda essa calma que nos transmitem. A Natureza é sábia.
beijinhos e gostaste de ouvir Elba Ramalho no Pitanga?
Aqui na Ria Formosa também há aves lindas.
Abacate com canela nunca comi... só com limão e açúcar ou vinho do porto, mas experimentei com mel e é bom!!!
Beijinhos
Pois é, já a escritora Lígia Jorge se iniciou com um romance onde falava dos flamingos do Índico. será que ela agora se lembrará deles? O aeroporto só os fará procurar novas paragens, mas no lado de cá, junto ao passeio da expo, na zona norte também se vêm uns por lá, talvez venham para o lado de cá. Melhores dias virão, espero. Abraços para todos.
Que bom, voltaste!
O cor de rosa, com ou sem flamingos, estará sempre presente em sua escrita doce!
Um beijo cor de abacate para "fazermos uma mangueira"!
Tenho um irmão que viveu alguns anos em Moçambique. Casou e tem uma filha que nasceu lá. Foi na cidade da Beira. Já voltou há mais de 30 anos. Ainda hoje fala, fala, fala de África com uma saudade enorme. Com uma saudade que lhe ficou enraizada para sempre.
Ninguém sabe para onde irão os flamingos do Tejo. Talvez venham para o ´lado de cá ou, provavelmente, desaparecerão. Ficará a saudade daquela gente ribeirinha, tal como para quem viveu em Maputo jamais esquecerá Bilene.
A saudade pode realmente escrever-se assim , Azulinha: a cor-de-rosa, a cor dos flamingos que em breve serão só da nossa lembramça.
Parabéns pelo pequerrucho.
Beijo
Se voltas a estar 10 dias sem postar não como a sopa toda, tá?
:)
pensar cansa e não resolve ...
boa filosofia de vida - tudo se resolve por si, se nos entregarmos e formos liiiiiiiiiiiiiivres !
vou tentar seguir o conselho e esperar para q os flamingos não saiam de Alcochete. Serão os mesmos que via em terras africanas ?????
Bela a foto e bela a reflexão... saudade pode escrever-se da cor que a alma ditar, suponho. Até breve ;)
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