
Ontem li um e-mail que chegou dos Açores. A Nonô (aquela que tem uma vaquinha e é noiva do Azulinho mais pequeninhinho, já vos contei), companheira de incubadora do Rodrigo (o forte e poderoso Rodrigo, que está cada dia mais lindo) e do Azulinho, vinha hoje ao Continente para uma consulta de rotina na Casa Mãe de todos estes pequenos anjos.
Liguei à mamã do Rodrigo e fomos para a MAC esperar a noiva. Como boa noiva, a Nonô atrasou-se e quando chegou, estava um deslumbre! Bochechas fofas e rosadas, olhar espichado para os rapazes e baba, muita baba, estão os três nessa fase.
O Azulinho deu uma noite péssima! Bem feito para mim que resolvi contar-lhe ontem à noite que hoje íamos ver a Nonô: ficou enervado e ansioso, está bom de se ver! Quando a Nonô chegou, deu-lhe um sorriso cheio de baba e adormeceu profundamente. Ficou o Rodrigo de olho azul bem aberto, numa paquera descarada! Pudera, ele mama o triplo dos outros bebés e ouviu dizer que a Nonô tem uma vaquinha...
Os nossos piquenos estão todos a começar as papas, iogurtes, sopinhas e afins.
Segundo a mãe, a Nonô faz uma tal berraria entre uma colher de sopa e outra, que é uma benção não terem vizinhos por perto! Tenho para mim que ainda ouviremos no telejornal que as vacas açoreanas estão a produzir muito menos leite (vaca é um bicho assustadiço e temperamental, por tudo e por nada reduz a produção).
Há que tempos não sabíamos da Rosa e do seu bebé, nascido no mesmo dia do Azulinho, com hidrocefalia. Estava lá hoje também, com o sorriso corajoso de sempre, cheia de orgulho dos pequenos progressos do filhote e feliz por nos reencontrar e rever os companheiros de incubadora do seu pequeno. O sorriso da Rosa recorda-me explicitamente que tenho sorte, muita sorte...
Esta foi uma manhã feliz. Pequenos anjos encontraram-se e por momentos o mundo ficou mais bonito...
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