terça-feira, abril 01, 2008

Bullying, carjacking e, já agora, wireless


Não é culpa nossa: somos tão novos nisto que nem temos palavras na nossa língua para aplicar a estas situações. Com ar grave e solene, os nossos especialistas da comunicação social têm passado as últimas semanas a referir-se ao bullying e ao carjacking como se nada mais se passasse neste país. Claro que ainda fizeram um ensaio com o 1% do IVA , mas a falta de educação, de respeito, o aumento da violência, a histeria colectiva e a alienação tomaram conta do país. Claro que virá sempre um qualquer membro do governo dizer que ainda estamos longe dos números da Europa (nisso e no resto das coisas, aliás).
Com tanto estrangeirismo, o wireless atacou também, transformando os computadores da casa em pouco mais que mulas empacadas. Nada é simples e tudo se complica, como diria Sampé.
Sei que hoje é dia das mentiras, mas juro, Dinda, juro que tentei ligar ontem para dar beijinho de parabéns. O wireless, o computador, os telefones... até carjacking tivemos lá em casa esta semana. Não foi bem carjacking, para dizer a verdade. Era só para combinar com a crónica e manter o estilo. Foi mesmo vidro partido e arrombamento e a violência resumiu-se a terem raptado a tontinha do Tom-Tom, deixando o Azulão sem uma mulher para implicar (sempre que a menina lhe indicava um caminho ele fazia questão de ir por outro, mas agora está triste porque já não a pode contrariar... bem me pergunto para que queria ele o GPS afinal!).
E, já agora, não tenho dúvidas de que, se a Mafalda não desistir definitivamente do Vasco, a Inês será a próxima protagonista do noticionário nacional: já só nos falta o bullying para sermos tão portugueses como os outros...
Ai que modernos estamos!

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segunda-feira, outubro 22, 2007

Suponho que a inteligência também caduca


Sempre me fez muita impressão as certidões de nascimento caducarem em Portugal. Então uma pessoa não nasce sempre no mesmo sítio, filho dos mesmos pais (enfim, caso um teste de ADN venha a comprovar o contrário, modifica-se a certidão dessa pessoa, mas caducarem todas, de seis em seis meses, é obra!), na mesma data e tal?


Acabo de descobrir, que, tal com as certidões de nascimento (e estas a malta percebe: é só mais uma maneira de o Estado arrecadar uns cobres volta e meia...), também a inteligência caduca.


O biólogo Jim Watson, Nobel em 1962, proferiu há dias, numa palestra na Royal Society em Londres, uma declaração brilhante: declarou que pessoas de raça negra não são tão inteligentes como as de raça branca.


Ele é um dos responsáveis pela descoberta da estrutura do ADN. Ele já pediu "desculpas sem reservas".


Se dúvidas houvesse, ele é a prova provada de que a inteligência caduca...

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