Bullying, carjacking e, já agora, wireless

Não é culpa nossa: somos tão novos nisto que nem temos palavras na nossa língua para aplicar a estas situações. Com ar grave e solene, os nossos especialistas da comunicação social têm passado as últimas semanas a referir-se ao bullying e ao carjacking como se nada mais se passasse neste país. Claro que ainda fizeram um ensaio com o 1% do IVA , mas a falta de educação, de respeito, o aumento da violência, a histeria colectiva e a alienação tomaram conta do país. Claro que virá sempre um qualquer membro do governo dizer que ainda estamos longe dos números da Europa (nisso e no resto das coisas, aliás).
Com tanto estrangeirismo, o wireless atacou também, transformando os computadores da casa em pouco mais que mulas empacadas. Nada é simples e tudo se complica, como diria Sampé.
Sei que hoje é dia das mentiras, mas juro, Dinda, juro que tentei ligar ontem para dar beijinho de parabéns. O wireless, o computador, os telefones... até carjacking tivemos lá em casa esta semana. Não foi bem carjacking, para dizer a verdade. Era só para combinar com a crónica e manter o estilo. Foi mesmo vidro partido e arrombamento e a violência resumiu-se a terem raptado a tontinha do Tom-Tom, deixando o Azulão sem uma mulher para implicar (sempre que a menina lhe indicava um caminho ele fazia questão de ir por outro, mas agora está triste porque já não a pode contrariar... bem me pergunto para que queria ele o GPS afinal!).
E, já agora, não tenho dúvidas de que, se a Mafalda não desistir definitivamente do Vasco, a Inês será a próxima protagonista do noticionário nacional: já só nos falta o bullying para sermos tão portugueses como os outros...
Ai que modernos estamos!
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