Fugimos, Maria?


Quando eu era miúda e morava em Angola, muitas vezes pegava na minha cadeirinha e ia assistir com outras crianças e alguns adultos também, a um filme que os bombeiros do bairro passavam ao ar livre, projectado num lindo lençol branco, muito esticadinho entre dois embondeiros.
Uma vez, passava um filme do velho oeste americano com aquelas cenas todas de tiros e facadas, quando o herói entra no bar, que estava coalhado de bandidos e um senhor na assistência pega na sua cadeira e diz baixinho para a mulher "fugimos, Maria, que agora vai haver pera e molho!"
Pois este fim de semana , com o "descarrego" de professores que se abateu sobre a capital para desancar a Sôdona Milu, o meu Azulão pegou a família pela mão e "fugimos Maria!". Antes que houvesse pera e molho...
Fomos para o Alentejo, máquina fotográfica às costas. Pois "comeramos" muito, "buberamos" também um bocadinho e tenho pérolas para uma semana de reportagem.
A começar por um "porcanal" (foi o Azulão que baptizou assim uma cena de sexo oral entre porquinhos), cujas fotos só mostro amanhã porque são cenas eventualmente chocantes para uma segunda-feira, seguindo por caminhos de árvores cor-de-rosa e castelos, doces de ovos e Miguinhas a comer carninha, arroz e a roubar batatinhas fritas como os crescidos, bonitos ruivos (bonito no Alentejo é um boi) e placas à portuguesa como essas aí de cima.
E em Lisboa houve mais molho que pera...
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